Relógio Tuno
abril 19, 2010
Vamos ver no que vai dar
A ânsia do não saber
Na espera de sabe-se o que.
O chão vai passando
Lentamente
E as horas,
Por hora inimiga
Cultiva um frio na barriga
Que somado à gravidade
Castiga os ombros
Que pedem alívio
Ao relógio, rapidez
Quando então um fato
Um ato ao vivo em retrato
Endossa esse minuto
Que agora voa
E não volta mais.
FBeck 19/04/10